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O primeiro de muitos
Nosso primeiro show — voz e violão, para os amigos, numa manhã de sábado no Sina Café, em São Paulo. O primeiro de muitos.
No dia 13/06/2026 — um dia depois do dia dos namorados e, ironicamente, no dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro — fizemos o nosso primeiro show em São Paulo (e da vida). Essa história é especial.

A LUDUS começou oficialmente em novembro de 2024, mais ou menos no mesmo período em que eu e o Luís fomos nos aproximando — como amigos e também como amantes. Escrevemos as nossas primeiras músicas nessa época (algumas delas fazem parte desse lançamento de agora) e fomos desenvolvendo o nosso propósito e a nossa poética no decorrer destes últimos dois anos, à medida que também nos descobríamos como namorados e artistas criando juntos. Tem sido uma baita experiência e jornada, com altos e baixos e várias mudanças de rota, de pensamentos, reavaliações — e, principalmente, muita coragem e perseverança pra acreditar na nossa visão e na conexão com o mundo que buscamos através dela.
Enfim: ao longo de 2025 a gente se amou e trabalhou meio a distância — na ponte São Paulo–Florianópolis —, até que, em agosto, o Luís veio morar comigo em São Paulo e fixamos a nossa base. No começo deste ano de 2026, decidimos que faríamos uma viagem no segundo semestre, junto de uma residência artística, e trabalharíamos como nômades digitais por um tempo. Então entreguei o apartamento em que morei de 2024 até o início de 2026, e fomos passar os dois meses que restavam antes da viagem num apartamento novo, a duas quadras do antigo, onde o meu irmão mora. Um dia, caminhando pela rua desse novo lar, algumas quadras abaixo, passamos na frente de uma casinha azul e vermelha chamada SINA CAFÉ. Depois de termos definido que essas seriam as cores do nosso manifesto, encontrar aquele espaço foi como um grande chamado, uma sincronia do universo. Entramos, conhecemos o dono desse café super descolado nos Jardins — o Villa — e trocamos ideia com ele sobre o nosso lançamento, o nosso projeto e a vontade de fazer uma apresentação pra mostrar o trabalho ao mundo. Vizinhos do mesmo bairro, foram uns dois meses de preparação pra esse show — super intimista, voz e violão, para os amigos — que aconteceu num sábado de manhã.
Foi lá que tiramos as fotos da capa do nosso EP e, entre tantos encontros pela rua, aquele virou um lugar super simbólico — um ponto-chave nesse início e fim de ciclo. Vamos voltar pra São Paulo, mas provavelmente não moraremos mais na mesma rua do Sina.
O show foi lindo. Contamos muito com a presença dos nossos amigos que — especiais e atenciosos — se dedicam e apoiam fortemente o nosso trabalho, por ora que ainda não temos um público próprio. Somos uma comunidade de artistas e músicos meio nos outskirts da bolha paulistana, que busca resistir fora dos holofotes mas sonha em um dia ter o seu espaço na cena. Todos esses amigos — ou a maioria deles — eu conheci na faculdade de produção musical pra qual me transferi em São Paulo, 5 anos atrás. Eles foram os maiores presentes desse curso que precisa, urgentemente, de uma revisão… kkk.

O primeiro de muitos. Confesso que, depois de 2 anos parada, sem fazer shows e sem me expor, dar a cara a tapa foi muito libertador. Me senti confiante e pertencente a esse lugar outra vez — algo tão precioso e bonito de compartilhar, ainda mais com o meu parceiro de vida e de dia a dia. Acho que o nosso trabalho é muito especial pra nós, e acreditar na própria arte talvez seja metade do caminho andado.
Obrigada a todos que se interessam e estão lendo este texto — aos amigos e aos desconhecidos. A partir de agora começamos um novo período dessa jornada, fora do Brasil por alguns meses. Esperamos ter novidades quentíssimas pra contar em breve.
Hasta luego,
Ludus.